Guia· Preços

Quanto custa um site em Portugal: o preço de cada via, lido nos fornecedores

Um site custa, em Portugal, desde 14 € por mês sem impostos num construtor como o Wix (pagos de uma vez, por um ano) até 449 € + IVA ou mais quando é feito à medida por um prestador, e a isso somam-se todos os anos o domínio e o alojamento ou a assinatura. O preço depende sobretudo da via que escolhe: fazer sozinho num construtor, montar um WordPress num alojamento, abrir uma loja numa plataforma ou encomendar o site. Os preços deste guia foram lidos a 5 de novembro de 2026 nas páginas portuguesas de cada fornecedor e mudam com as campanhas: confirme antes de comprar.

Autor
A redação FindMyCompany
Publicado a
Leitura
6 min

Em números

110

pesquisas mensais de «quanto custa um site» em Portugal

Wix Inicial por mês, pagamento anual, sem impostos
14 €
Shopify Basic por mês, pagamento anual
19 €
site à medida na PTisp, a partir de (+ IVA)
449 €
Volume: dados Google Ads via OpenSEO, Portugal, outubro de 2026. Preços lidos a 5 de novembro de 2026 nas páginas em português do Wix, da Shopify e da PTisp: podem mudar, confirme antes de comprar.
Índice 8 partes

Via 1: um construtor de sites (Wix e semelhantes)

«Quanto custa um site» é pesquisado 110 vezes por mês em Portugal. A resposta mais barata em dinheiro é um construtor: escolhe um modelo, escreve os textos, e o alojamento, a segurança e as atualizações ficam com o fornecedor. Paga uma assinatura, não um projeto.

No Wix, o plano Inicial custava 14 € por mês, ou seja 168 € por ano, com um domínio oferecido no primeiro ano. Para aceitar pagamentos no site, o primeiro plano que indica «soluções de pagamento eCommerce básico» é o Essencial, a 25 € por mês; o Completo, que o Wix recomenda, estava a 34 €. O Wix avisa: «Os preços apresentados são para assinaturas anuais, pagas integralmente no momento da compra. Os preços não incluem impostos». E dá 14 dias para pedir o reembolso.

O custo que não aparece na fatura é o seu tempo: textos, fotografias e páginas de serviço são trabalho seu. E o site fica preso à plataforma: se um dia sair, leva o domínio, não o site.

Via 2: WordPress num alojamento português

Com um alojamento partilhado e o WordPress, que é gratuito, paga o alojamento e o domínio, e o site é seu: pode mudar de alojamento quando quiser. Na PTisp, fornecedor de alojamento com sede em Abrantes, o plano de alojamento Inicial estava anunciado a 13,41 € no primeiro ano em vez de 60,95 €, e o plano Inicial otimizado para WordPress a 18,74 € em vez de 93,70 €, em pagamento anual. As páginas não dizem se o IVA está incluído.

O domínio .pt registava-se por 3,99 € por um ano no dia em que lemos a página, e a PTisp oferece-o no primeiro ano com um plano anual, com uma condição a ler: «Oferta válida apenas para o 1º ano, em encomendas anuais ou superiores, não incluindo renovações, e para as extensões .pt, .com, .eu, .net e .org».

Repare na diferença entre o preço de entrada e o preço normal: no dia em que lemos as páginas, a PTisp estava em campanha. O que vai pagar todos os anos é o preço de renovação, que a página do domínio não mostra: pergunte-o antes de comprar.

Via 3: uma loja online numa plataforma (Shopify)

Para vender online, uma plataforma de loja cobra uma assinatura e uma comissão por venda. Na Shopify, o plano Basic custava 19 € por mês com pagamento anual (228 € por ano) ou 27 € com pagamento mensal. As taxas de cartão começam em 1,8% + 0,30 € por transação, segundo a página de preços. Para experimentar: «Experimente 3 dias grátis, depois 1 €/mês durante 3 meses.»

Numa loja, a assinatura é a parte previsível. As comissões crescem com as vendas, e as aplicações pagas, os temas e o tempo para fotografar e descrever cada produto somam-se. Faça a conta ao seu volume de vendas, não ao preço do plano.

Via 4: um site à medida, por um freelancer ou uma agência

Quando encomenda o site, paga um projeto e não apenas uma ferramenta. A PTisp, por exemplo, anuncia o seu serviço de web design a partir de 449 € + IVA, com uma proposta feita a cada cliente. «Especializamo-nos em WordPress e WooCommerce», diz a página, que acrescenta uma formação no fim do projeto para que o cliente possa atualizar o site sozinho.

Um freelancer ou uma agência trabalham por orçamento: não há uma tabela pública que possamos citar, por isso não damos um número médio. O que se pode controlar é o que o orçamento inclui. Peça que cada um destes pontos venha discriminado:

  1. Número de páginas e quem escreve os textos de cada uma.
  2. Fotografias: quem as fornece. A própria PTisp avisa que, «se o designer considerar que as imagens fornecidas pelo cliente não têm qualidade suficiente, informará o cliente sobre bancos de imagens gratuitos ou pagos para que este forneça novas imagens».
  3. Domínio e alojamento: em nome de quem ficam registados e quanto custam a partir do segundo ano.
  4. Manutenção e atualizações depois da entrega, e o preço de cada alteração.
  5. Título, H1, Search Console e medição instalados na entrega, não como extra.
  6. Propriedade: o acesso de administrador e os ficheiros do site ficam consigo.

O que se paga todos os anos, seja qual for a via

O preço de criação é pago uma vez; o resto volta todos os anos. Antes de comparar duas propostas, ponha lado a lado o custo do primeiro ano e o custo do segundo.

  • Domínio: oferecido no primeiro ano em vários planos (Wix, PTisp com plano anual), mas pago a partir do segundo ano.
  • Alojamento ou assinatura: no Wix e na Shopify é a assinatura; num WordPress, é o alojamento: na PTisp, o preço de campanha (13,41 €) vale para o primeiro ano e o preço sem desconto anunciado é 60,95 €; confirme qual se aplica à renovação.
  • Manutenção: atualizações do WordPress, extensões pagas, cópias de segurança, pequenas alterações pedidas ao prestador.
  • Comissões de venda numa loja: na Shopify, a partir de 1,8% + 0,30 € por pagamento com cartão.

O que o preço não compra

Um site mais caro não é, por isso, um site que traz mais clientes. Nos 2747 sites de pequenas empresas que analisámos em França, 41% não têm um título de página aproveitável pelo Google e 45% não têm um H1 único que diga o que a empresa vende. São erros de conteúdo, que se encontram tanto em sites feitos num construtor como em sites encomendados.

Antes de pagar mais pelo design, garanta o essencial: uma página por serviço, a sua zona escrita no título, o telefone clicável no telemóvel e o site declarado na Google Search Console.

A nossa opinião

Para um profissional que precisa de cinco ou seis páginas claras, começaríamos por um construtor ou por um WordPress num alojamento português e gastaríamos o tempo nos textos, não no modelo. Encomendar um site só compensa quando sabe o que quer dizer em cada página e quer delegar a execução; nesse caso, o orçamento certo é o que discrimina textos, domínio em seu nome e o preço do segundo ano. O erro mais caro, a nosso ver, não é pagar demais na criação, é descobrir a renovação e a manutenção um ano depois.

A redação da FindMyCompany

Perguntas frequentes

Quanto custa um site simples para uma pequena empresa?

Em dinheiro, a via mais barata é um construtor ou um WordPress num alojamento: no Wix, o plano Inicial custava 14 € por mês com pagamento anual e sem impostos, a 5 de novembro de 2026. Feito por um prestador, depende do orçamento; a PTisp, por exemplo, anuncia web design a partir de 449 € + IVA.

Quanto custa um domínio .pt?

Na PTisp, o registo de um .pt por um ano aparecia a 3,99 € a 5 de novembro de 2026, e é oferecido no primeiro ano com alguns planos anuais de alojamento. Pergunte sempre o preço de renovação, que é o que paga a partir do segundo ano.

Quanto custa uma loja online?

Na Shopify, o plano Basic custava 19 € por mês com pagamento anual ou 27 € com pagamento mensal, mais taxas de cartão a partir de 1,8% + 0,30 € por transação. Somam-se as aplicações, o tema e o tempo para preparar os produtos.

É melhor pagar um construtor ou um alojamento com WordPress?

O construtor é mais simples: alojamento, segurança e atualizações estão incluídos, mas o site fica na plataforma. O WordPress num alojamento dá-lhe o site e a liberdade de mudar de fornecedor, em troca de manter as atualizações em dia.

Um site caro aparece melhor no Google?

Não. O Google lê o título, o H1 e o conteúdo de cada página, não o preço do site. Um site barato com uma página clara por serviço pode aparecer melhor do que um site caro sem texto.

Fontes

Auditoria gratuita

Seja qual for o preço, verifique o essencial

Título, H1, telefone clicável, sitemap: a análise gratuita mostra o que falta à sua página inicial, seja qual for a ferramenta.

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